Antes de mais nada, a olho bem nos olhos, corro os braços pelas suas costas e aperto suas costelas e lombar, com firmeza.
Puxo o seu corpo para junto do meu pra que possamos sentir a respiração um do outro, espero mais um instante (O beijo é sempre melhor quando tomado no momento inesperado, frações de segundo fazem a diferença).
A minha língua é sempre a que invade a boca, eu sinto a dela, os dentes, os lábios, o queixo...
O pescoço é uma passarela para o prazer, é usando ele que eu faço o seu corpo se arrepiar, se retorcer, tentar se defender e se entregar, eu ainda vou chegar a nuca, e a beijo deixando os lábios andarem lentamente pressionando a pele, lambendo, raspo com os dentes e roço o queixo áspero da barba mal feita...
Degusto os ombros e a clavícula, os seios eu aperto forte, lambendo os lados, os mamilos mordo até causar dor (não acho que seja a dor que cause prazer, mas sim, a sensação de alívio proporcionada ao fim dela).
Ah a pele fina das costelas parecem ter um gosto diferente, a barriga é coberta por delicados pelos que se arrepiam ao sentir o molhado da língua. Desço!
Ao chegar ao monte de Vênus, contorno o quadril e a ponho de costas pra mim, É como conduzir alguém numa dança. Exploro a lombar com carícias e num único movimento a lambo do coccix até a nuca, e prendo o seu cabelo no alto da cabeça para deixar ao alcance do meu paladar o lóbulo da orelha e poder respirar em seu ouvido...
Aperto as nádegas e as coxas (estimular a parte interna das pernas aumenta a irrigação de sangue nas regiões genitais e potencializa o prazer da mulher),pressiono o meu corpo contra o dela, pra que sinta meu calor em suas costas e a encoxo...
A cubro com meu corpo, mas desço novamente, ainda é cedo. Vou com a boca na virilha e suavemente a beijo e chupo, aquele lugar entre as pernas e as nádegas é delicioso. Enfim o seu sexo, grandes e pequenos lábios, merecem igual atenção. O clitóris é meu objeto de desejo, fricciono somente a ponta da língua de um lado para o outro e depois de baixo para cima, faço pequenos círculos em sua volta até senti-lo crescer em minha boca.
É ai que empurro o ventre para baixo e faço com que ele salte de dentre os pequenos lábios, para então prende-lo com meu lábio superior e fazer da minha língua um gancho e assim, massagear a base, e não saio dali enquanto ela não chegar ao clímax...
Esse foi o primeiro prazer, o próximo passo é penetrar...
A arrasto para perto de mim e afasto suas pernas, sem deixar de beijar seus joelhos e tornozelos...
Deito-me sobre ela, até que minha sombra a cubra inteiramente e solto o peso lentamente, encaixando, colocando aos poucos para depois tirar e logo em seguida enfiar tudo, com violência.
Movo o meu quadril em ritmos alternados, rebolo, coloco só a ponta... Aperto seu corpo, seguro os cabelos da nuca, ao sentir a sua respiração ofegante, a beijo para sufoca-la por alguns instantes...
Vamos da cama, para a mesa, para o guarda-roupas, a ponho deitada de costas, de lado...
Vê-la de quatro só aumenta a sensação de poder, puxo os seus cabelos para trás e faço deles rédeas, o pescoço se estica e facilita a entrada do ar nos pulmões...
Dou-lhe alguns tapas, e xingo (puta, vadia, safada não ofende quando dito com um sorriso nos lábios e um olhar de desejo)...
Eu não permito que me cavalgue antes de lhe proporcionar três ou mais orgasmos, o meu prazer é dar prazer...
Me deito e deixo que ela monte, agora é sua vez de sentir-se no comando. Eu relaxo a acaricio e a encaro, seguro os cabelos da franja em cima da testa, assim vejo e posso bater na sua face...
Coloco as mão em volta do seu pescoço e pressiono devagar, até que lhe falte o ar, solto para liberta-la e logo em seguida repito o gesto (o alívio seguido do enforcamento, quando próximo do orgasmo, o intensifica).
Depois de vê-la gozar perdendo o controle dos gestos, revirando os olhos, jogando os braços para traz, apertando o que estiver ao seu alcance, gritando e com o rosto e o pescoço vermelhos, eu me permito o prazer...
Deito-a ao meu lado e por alguns segundos contemplamos o sabor de nossas carnes na boca um do outro.
"O erotismo é conceder ao corpo os prestígios do espírito" George Perros
"Se há alguma coisa sagrada é o corpo humano" Walt Whitman
"Escondemos o nosso sexo e pomos a vista as mãos que roubam e matam, e a boca que jura em falso" Pietro Aretino
domingo, 1 de novembro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
Provérbios do ócio
"Ela não é bem o que ele queria, mas é mais do que ele merece" Gabriel
"Da fruta que eu gosto, ela planta semente" Fernando Leite
"Sabe porque boa parte da população é pobre? porque MERECE!" Virgilio Paixão
"O nascimento é um erro que passamos a vida toda tentando corrigir" Michilin
"Ausência de palavras, sobra de pensamentos" Fernando Leite
"Parece um babuino da Malássia" Bih
"Ele é filho do Tiquinho!! Tiquinho??? É Tiquinho de cada um!!!" Bê
"Se eu quisesse mulher santa, eu ia pra igreja" Fernando Leite
"Eu só queria que desse certo" Victor Pagano
"Tenho tanta coisa pra esquecer, que nem me lembro mais" Fernando Leite
"Se ela se amasse mais, me amaria menos" Virgilio Paixão
"Quando estou perto de conseguir alguma coisa, desisto porque já fui longe demais" Fernando Leite
" Se quisesse conversar com alguém, ia ao psicologo" Fernando Leite
"Da fruta que eu gosto, ela planta semente" Fernando Leite
"Sabe porque boa parte da população é pobre? porque MERECE!" Virgilio Paixão
"O nascimento é um erro que passamos a vida toda tentando corrigir" Michilin
"Ausência de palavras, sobra de pensamentos" Fernando Leite
"Parece um babuino da Malássia" Bih
"Ele é filho do Tiquinho!! Tiquinho??? É Tiquinho de cada um!!!" Bê
"Se eu quisesse mulher santa, eu ia pra igreja" Fernando Leite
"Eu só queria que desse certo" Victor Pagano
"Tenho tanta coisa pra esquecer, que nem me lembro mais" Fernando Leite
"Se ela se amasse mais, me amaria menos" Virgilio Paixão
"Quando estou perto de conseguir alguma coisa, desisto porque já fui longe demais" Fernando Leite
" Se quisesse conversar com alguém, ia ao psicologo" Fernando Leite
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Santa Virgem Zinha
Hoje nos deixou Zinha, é Zinha! O apelido no diminutivo só reflete quanta ternura havia em seu ser.
Ela que dedicou a vida toda a ajudar aos outros, chegou a ao fim ainda sorrindo, com uma inocência peculiar, algo tão raro, tão precioso era o sorriso despretensioso de Zinha.
Zinha que era ironizada pelos irmãos, por ser virgem como santa e nunca ter sequer beijado os lábios de um homem. Verdade que nunca se casou, nem deixou filhos, mas, quem é capaz de contar quantas pessoas Zinha amou?
Havia em seu corpo a força e as marcas de mulher trabalhadora, havia em suas palavras a sabedoria que só o tempo dá e fé, havia no seu olhar a determinação de quem sabe o valor das coisas e o quão difícil é conquista-las.
E havia em Zinha um jeito de criança saboreando a vida, aproveitando cada dia, um após o outro como quem acaba de nascer.
Mesmo quando o corpo não lhe permitia ao menos se erguer, estampava-se em seu rosto a satisfação ao receber um carinho, ao poder abrir os olhos, ao embarcar num pensamento distante e só voltar quando bem entender...
Em sua vida a Santa Virgem Zinha realizou um único milagre, amou a vida e ao próximo como só os santos podem amar: com pureza!
www.paixaoarttattoo.com.br
Ela que dedicou a vida toda a ajudar aos outros, chegou a ao fim ainda sorrindo, com uma inocência peculiar, algo tão raro, tão precioso era o sorriso despretensioso de Zinha.
Zinha que era ironizada pelos irmãos, por ser virgem como santa e nunca ter sequer beijado os lábios de um homem. Verdade que nunca se casou, nem deixou filhos, mas, quem é capaz de contar quantas pessoas Zinha amou?
Havia em seu corpo a força e as marcas de mulher trabalhadora, havia em suas palavras a sabedoria que só o tempo dá e fé, havia no seu olhar a determinação de quem sabe o valor das coisas e o quão difícil é conquista-las.
E havia em Zinha um jeito de criança saboreando a vida, aproveitando cada dia, um após o outro como quem acaba de nascer.
Mesmo quando o corpo não lhe permitia ao menos se erguer, estampava-se em seu rosto a satisfação ao receber um carinho, ao poder abrir os olhos, ao embarcar num pensamento distante e só voltar quando bem entender...
Em sua vida a Santa Virgem Zinha realizou um único milagre, amou a vida e ao próximo como só os santos podem amar: com pureza!
www.paixaoarttattoo.com.br
quinta-feira, 30 de julho de 2009
No país das maravilhas
Sexta-feira a noite, ao meu lado dois parceiros de aventuras, companheiros de longa data que aos poucos começaram a fazer cada vez mais parte da minha vida, e que hoje tenho a enorme satisfação em chamar de amigos...
Lá, muitos gatos pardos, moviam-se como se buscassem algo, a música poliglota embalava nossos corpos, e a sarcástica luz revela aleatoriamente, faces em meio a escuridão.
Na primeira metade, flutuava, calmo e contente. Meus sentidos proporcionaram uma realidade mais saborosa...
Na segunda, voava, parecia não pertencer mais aquele lugar, numa outra dimensão tudo era sabor, tudo era amor e paz, no país das maravilhas a felicidade é um comprimido!!!
Lá, muitos gatos pardos, moviam-se como se buscassem algo, a música poliglota embalava nossos corpos, e a sarcástica luz revela aleatoriamente, faces em meio a escuridão.
Na primeira metade, flutuava, calmo e contente. Meus sentidos proporcionaram uma realidade mais saborosa...
Na segunda, voava, parecia não pertencer mais aquele lugar, numa outra dimensão tudo era sabor, tudo era amor e paz, no país das maravilhas a felicidade é um comprimido!!!
domingo, 12 de julho de 2009
Parábola dos porcos espinhos. part 1
Ela?
Saia comigo mas gostava daquele cara, enquanto estavamos juntos volta e meia citava seu nome, e eu só queria estar ali.
Hoje traiu o marido com aquele cara, e me ligou com uma carência nostálgica na voz...
Ela?
Sempre foi o que é, só eu não via, ainda hoje ela emerge meio aos meus pensamentos, guardei só as lembranças boas...
Ela, apesar de tudo que tivemos juntos que são as coisas mais importantes de nossas vidas, as vezes me trata como se eu fosse o descuidado vigilante da caixa de Pândora e tivesse libertado todos os males da terra, e me faz sentir odiado por ter sido amado...
Ela?
Mesmo que eu falasse a verdade e a indicasse o caminho certo, inúmeras vezes se sentiu ofendida.
Eu não sei se ela percebeu, mas a vida mostrou que eu estava certo e ela aprendeu com um amor maior.
Ela?
Sofreu quando tivemos que nos separar, injustamente eu tive uma recompensa imensurável, enquanto ela que não merecia, ficou com sonho a menos pelo caminho...
Ela e eu?
Até hoje ninguém soube...
Ela e eu?
Não rolou química...
Elas e eu?
Tantas histórias...
Elas e eu?
Elas são as mais honestas das mulheres, declaradamente querem apenas o seu dinheiro, enquanto as outras ou o enganam para tê-lo, ou querem ainda mais: A sua alma.
Ela e eu?
Foi perfeito, mas não era o que eu queria, quando disse que me amava, pediu que eu mentisse...
Ela?
Um dia vai seguir a sua vida, ela não vai se contentar pra sempre com o pouco que eu tenho pra lhe dar, quando disse que me amava, sabiamente, pediu que eu calasse.
Saia comigo mas gostava daquele cara, enquanto estavamos juntos volta e meia citava seu nome, e eu só queria estar ali.
Hoje traiu o marido com aquele cara, e me ligou com uma carência nostálgica na voz...
Ela?
Sempre foi o que é, só eu não via, ainda hoje ela emerge meio aos meus pensamentos, guardei só as lembranças boas...
Ela, apesar de tudo que tivemos juntos que são as coisas mais importantes de nossas vidas, as vezes me trata como se eu fosse o descuidado vigilante da caixa de Pândora e tivesse libertado todos os males da terra, e me faz sentir odiado por ter sido amado...
Ela?
Mesmo que eu falasse a verdade e a indicasse o caminho certo, inúmeras vezes se sentiu ofendida.
Eu não sei se ela percebeu, mas a vida mostrou que eu estava certo e ela aprendeu com um amor maior.
Ela?
Sofreu quando tivemos que nos separar, injustamente eu tive uma recompensa imensurável, enquanto ela que não merecia, ficou com sonho a menos pelo caminho...
Ela e eu?
Até hoje ninguém soube...
Ela e eu?
Não rolou química...
Elas e eu?
Tantas histórias...
Elas e eu?
Elas são as mais honestas das mulheres, declaradamente querem apenas o seu dinheiro, enquanto as outras ou o enganam para tê-lo, ou querem ainda mais: A sua alma.
Ela e eu?
Foi perfeito, mas não era o que eu queria, quando disse que me amava, pediu que eu mentisse...
Ela?
Um dia vai seguir a sua vida, ela não vai se contentar pra sempre com o pouco que eu tenho pra lhe dar, quando disse que me amava, sabiamente, pediu que eu calasse.
Parábola dos porcos espinhos. part 2
Um dia de inverno glacial, os porcos espinhos de um rebanho apinharam-se a fim de se protegerem contra o frio pelo calor recíproco, salvando-se assim do congelamento.
Porém, dolorosamente encomodados pelos espinhos, eles não tardaram em voltar a se afastar uns dos outros.
Obrigados a reaproximarem-se por causa do frio persistente, sentiram novamente a ação desagradável dos espinhos; estas alternâncias de aproximação e afastamento duraram até que eles encontraram uma distância conveniente onde puderam melhor tolerar os males.
(Arthur Shoppenhauer)
Porém, dolorosamente encomodados pelos espinhos, eles não tardaram em voltar a se afastar uns dos outros.
Obrigados a reaproximarem-se por causa do frio persistente, sentiram novamente a ação desagradável dos espinhos; estas alternâncias de aproximação e afastamento duraram até que eles encontraram uma distância conveniente onde puderam melhor tolerar os males.
(Arthur Shoppenhauer)
Parábola dos porcos espinhos. part 3
Aquela hora da noite eu já estava mais que bêbado e a encontrei.
Linda é pouco, um corpo escultural, resultado de horas de academia, tinha olhos azuis e cabelos negros, entre 1,65m a 1,70m de altura, e apenas dezenove...
E eu disse "é você que eu quero", ela me disse o nome e eu pensei "talvez eu não seja páreo pra ela físicamente, mas vamos ver o que tem aí dentro, no jogo da conquista com certeza eu tenho mais chance de ganhar. Me concede essa dança?" por algumas horas, como quem joga um partida ganha eu tentei ultrapassar suas defesas, alternando frases de efeito com outras ousadas, ouvindo mais do que falando e mostrando, como quem ensina matemática, que era muito lógico o meu interesse, e tudo seria simples, porque assim é a vida e todas as coisas. Enfim, consegui.
Vi nos seus olhos um misto de esperança e um pedido de "não faça isso comigo", a desconfiança indo embora e se abrindo a minha frente uma chance de acertar um alvo totalmente desprotegido.
Controlei o impulso, viciado que nega outra dose, recuei, não era certo... eu queria, podia, mas, não devia.
O número de telefone dela, marcado com seu lápis de olho no meu dólar da sorte, eu guardo como uma medalha da noite em que eu recolhi os meus espinhos!
Linda é pouco, um corpo escultural, resultado de horas de academia, tinha olhos azuis e cabelos negros, entre 1,65m a 1,70m de altura, e apenas dezenove...
E eu disse "é você que eu quero", ela me disse o nome e eu pensei "talvez eu não seja páreo pra ela físicamente, mas vamos ver o que tem aí dentro, no jogo da conquista com certeza eu tenho mais chance de ganhar. Me concede essa dança?" por algumas horas, como quem joga um partida ganha eu tentei ultrapassar suas defesas, alternando frases de efeito com outras ousadas, ouvindo mais do que falando e mostrando, como quem ensina matemática, que era muito lógico o meu interesse, e tudo seria simples, porque assim é a vida e todas as coisas. Enfim, consegui.
Vi nos seus olhos um misto de esperança e um pedido de "não faça isso comigo", a desconfiança indo embora e se abrindo a minha frente uma chance de acertar um alvo totalmente desprotegido.
Controlei o impulso, viciado que nega outra dose, recuei, não era certo... eu queria, podia, mas, não devia.
O número de telefone dela, marcado com seu lápis de olho no meu dólar da sorte, eu guardo como uma medalha da noite em que eu recolhi os meus espinhos!
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