segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Santa Virgem Zinha

Hoje nos deixou Zinha, é Zinha! O apelido no diminutivo só reflete quanta ternura havia em seu ser.
Ela que dedicou a vida toda a ajudar aos outros, chegou a ao fim ainda sorrindo, com uma inocência peculiar, algo tão raro, tão precioso era o sorriso despretensioso de Zinha.
Zinha que era ironizada pelos irmãos, por ser virgem como santa e nunca ter sequer beijado os lábios de um homem. Verdade que nunca se casou, nem deixou filhos, mas, quem é capaz de contar quantas pessoas Zinha amou?
Havia em seu corpo a força e as marcas de mulher trabalhadora, havia em suas palavras a sabedoria que só o tempo dá e fé, havia no seu olhar a determinação de quem sabe o valor das coisas e o quão difícil é conquista-las.
E havia em Zinha um jeito de criança saboreando a vida, aproveitando cada dia, um após o outro como quem acaba de nascer.
Mesmo quando o corpo não lhe permitia ao menos se erguer, estampava-se em seu rosto a satisfação ao receber um carinho, ao poder abrir os olhos, ao embarcar num pensamento distante e só voltar quando bem entender...
Em sua vida a Santa Virgem Zinha realizou um único milagre, amou a vida e ao próximo como só os santos podem amar: com pureza!

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