quinta-feira, 29 de julho de 2010
Por enquanto
A luz do poste ignora o vidro filmado da porta e molda nossas sombras. Os lábios e a língua molhada secam no toque da pele quente. Os dedos afundam na carne e assim como os dentes que raspam e mordem deixam marcas. Caçamos um ao outro como filhotes felinos alternando as mordidas no pescoço. Pernas laçam, se apóiam, se abrem. Cabelos soltam, rédeas, puxo, domo, responde, unhas, costelas e ombros. O braço envolve a cintura, quadril é alça. Dentro, tudo até o fim, pulso, bato, forte, geme, enxarca, ajoelha, chupa, bebe, beija. Abraçamos, descansamos, saciados do desejo... Por enquanto.
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