Hoje vasculhei a memória procurando alguma música, algum poema, qualquer coisa que me ajudasse a descrever um sentimento meu, essa tristeza com ar de alívio, com eco de coisa certa, e cor de honestidade. Essa melancolia de quem faz o que tem que ser feito com pesar e convicção.
Revirei meu vocabulário, derrubei meus arquivos, escolhi as melhores palavras como sempre fiz.
Usei as mais bonitas, as mais doces e suaves, pra amenizar e mesmo assim não consegui descrever.
Recordei da emoção tão bonita que correu dos teus olhos, que pronunciou tua boca, que refletiu teu olhar, tão facilmente.
Nunca consegui fazer nada tão bonito como o seu jeito de amar.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Como um livro
É diferente. Não mais como criança que mergulha no baú dos brinquedos querendo testar todos de uma vez só, nem tão pouco como aquela que rasga os embrulhos de natal sem apreciar o brilho do papel laminado, ou como o adolescente que arranca a lingerie sem tocar a renda, sem desfazer os laços. É diferente, não tenho pressa.
Você pra mim é como um livro novo sobre um assunto que nunca li, estou disposto a me entregar a sua leitura, tolerante, paciente. Eu quero recostar na cadeira da varanda da casa de praia esticar as pernas e ouvir as ondas quebrarem, eu quero ficar olhando sua capa, demorar pra te abrir, quero sentir a textura das tuas páginas, virar uma a uma, devagar...
Você se preocupa com as marcas de dedo, em não abrir demais as páginas, se o papel está amassado, com orelhas... Não me importa nada disso, eu aceito você como é, eu quero te por no meu colo e te ler, te reler, te descobrir, te conhecer. Sei que no teu interior me depararei com palavras que me surpreenderão, me encantarão, e quando isso acontecer eu vou fechar você, te abraçar e ficar ali pensando em você e quão bonito foi cada pensamento que você me provocou e em meio aos meus devaneios e com o barulho do mar ao fundo, vou cair no sono devagar, devagar e com você ali, no meu peito.
Você pra mim é como um livro novo sobre um assunto que nunca li, estou disposto a me entregar a sua leitura, tolerante, paciente. Eu quero recostar na cadeira da varanda da casa de praia esticar as pernas e ouvir as ondas quebrarem, eu quero ficar olhando sua capa, demorar pra te abrir, quero sentir a textura das tuas páginas, virar uma a uma, devagar...
Você se preocupa com as marcas de dedo, em não abrir demais as páginas, se o papel está amassado, com orelhas... Não me importa nada disso, eu aceito você como é, eu quero te por no meu colo e te ler, te reler, te descobrir, te conhecer. Sei que no teu interior me depararei com palavras que me surpreenderão, me encantarão, e quando isso acontecer eu vou fechar você, te abraçar e ficar ali pensando em você e quão bonito foi cada pensamento que você me provocou e em meio aos meus devaneios e com o barulho do mar ao fundo, vou cair no sono devagar, devagar e com você ali, no meu peito.
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