Sexta-feira a noite, ao meu lado dois parceiros de aventuras, companheiros de longa data que aos poucos começaram a fazer cada vez mais parte da minha vida, e que hoje tenho a enorme satisfação em chamar de amigos...
Lá, muitos gatos pardos, moviam-se como se buscassem algo, a música poliglota embalava nossos corpos, e a sarcástica luz revela aleatoriamente, faces em meio a escuridão.
Na primeira metade, flutuava, calmo e contente. Meus sentidos proporcionaram uma realidade mais saborosa...
Na segunda, voava, parecia não pertencer mais aquele lugar, numa outra dimensão tudo era sabor, tudo era amor e paz, no país das maravilhas a felicidade é um comprimido!!!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
Parábola dos porcos espinhos. part 1
Ela?
Saia comigo mas gostava daquele cara, enquanto estavamos juntos volta e meia citava seu nome, e eu só queria estar ali.
Hoje traiu o marido com aquele cara, e me ligou com uma carência nostálgica na voz...
Ela?
Sempre foi o que é, só eu não via, ainda hoje ela emerge meio aos meus pensamentos, guardei só as lembranças boas...
Ela, apesar de tudo que tivemos juntos que são as coisas mais importantes de nossas vidas, as vezes me trata como se eu fosse o descuidado vigilante da caixa de Pândora e tivesse libertado todos os males da terra, e me faz sentir odiado por ter sido amado...
Ela?
Mesmo que eu falasse a verdade e a indicasse o caminho certo, inúmeras vezes se sentiu ofendida.
Eu não sei se ela percebeu, mas a vida mostrou que eu estava certo e ela aprendeu com um amor maior.
Ela?
Sofreu quando tivemos que nos separar, injustamente eu tive uma recompensa imensurável, enquanto ela que não merecia, ficou com sonho a menos pelo caminho...
Ela e eu?
Até hoje ninguém soube...
Ela e eu?
Não rolou química...
Elas e eu?
Tantas histórias...
Elas e eu?
Elas são as mais honestas das mulheres, declaradamente querem apenas o seu dinheiro, enquanto as outras ou o enganam para tê-lo, ou querem ainda mais: A sua alma.
Ela e eu?
Foi perfeito, mas não era o que eu queria, quando disse que me amava, pediu que eu mentisse...
Ela?
Um dia vai seguir a sua vida, ela não vai se contentar pra sempre com o pouco que eu tenho pra lhe dar, quando disse que me amava, sabiamente, pediu que eu calasse.
Saia comigo mas gostava daquele cara, enquanto estavamos juntos volta e meia citava seu nome, e eu só queria estar ali.
Hoje traiu o marido com aquele cara, e me ligou com uma carência nostálgica na voz...
Ela?
Sempre foi o que é, só eu não via, ainda hoje ela emerge meio aos meus pensamentos, guardei só as lembranças boas...
Ela, apesar de tudo que tivemos juntos que são as coisas mais importantes de nossas vidas, as vezes me trata como se eu fosse o descuidado vigilante da caixa de Pândora e tivesse libertado todos os males da terra, e me faz sentir odiado por ter sido amado...
Ela?
Mesmo que eu falasse a verdade e a indicasse o caminho certo, inúmeras vezes se sentiu ofendida.
Eu não sei se ela percebeu, mas a vida mostrou que eu estava certo e ela aprendeu com um amor maior.
Ela?
Sofreu quando tivemos que nos separar, injustamente eu tive uma recompensa imensurável, enquanto ela que não merecia, ficou com sonho a menos pelo caminho...
Ela e eu?
Até hoje ninguém soube...
Ela e eu?
Não rolou química...
Elas e eu?
Tantas histórias...
Elas e eu?
Elas são as mais honestas das mulheres, declaradamente querem apenas o seu dinheiro, enquanto as outras ou o enganam para tê-lo, ou querem ainda mais: A sua alma.
Ela e eu?
Foi perfeito, mas não era o que eu queria, quando disse que me amava, pediu que eu mentisse...
Ela?
Um dia vai seguir a sua vida, ela não vai se contentar pra sempre com o pouco que eu tenho pra lhe dar, quando disse que me amava, sabiamente, pediu que eu calasse.
Parábola dos porcos espinhos. part 2
Um dia de inverno glacial, os porcos espinhos de um rebanho apinharam-se a fim de se protegerem contra o frio pelo calor recíproco, salvando-se assim do congelamento.
Porém, dolorosamente encomodados pelos espinhos, eles não tardaram em voltar a se afastar uns dos outros.
Obrigados a reaproximarem-se por causa do frio persistente, sentiram novamente a ação desagradável dos espinhos; estas alternâncias de aproximação e afastamento duraram até que eles encontraram uma distância conveniente onde puderam melhor tolerar os males.
(Arthur Shoppenhauer)
Porém, dolorosamente encomodados pelos espinhos, eles não tardaram em voltar a se afastar uns dos outros.
Obrigados a reaproximarem-se por causa do frio persistente, sentiram novamente a ação desagradável dos espinhos; estas alternâncias de aproximação e afastamento duraram até que eles encontraram uma distância conveniente onde puderam melhor tolerar os males.
(Arthur Shoppenhauer)
Parábola dos porcos espinhos. part 3
Aquela hora da noite eu já estava mais que bêbado e a encontrei.
Linda é pouco, um corpo escultural, resultado de horas de academia, tinha olhos azuis e cabelos negros, entre 1,65m a 1,70m de altura, e apenas dezenove...
E eu disse "é você que eu quero", ela me disse o nome e eu pensei "talvez eu não seja páreo pra ela físicamente, mas vamos ver o que tem aí dentro, no jogo da conquista com certeza eu tenho mais chance de ganhar. Me concede essa dança?" por algumas horas, como quem joga um partida ganha eu tentei ultrapassar suas defesas, alternando frases de efeito com outras ousadas, ouvindo mais do que falando e mostrando, como quem ensina matemática, que era muito lógico o meu interesse, e tudo seria simples, porque assim é a vida e todas as coisas. Enfim, consegui.
Vi nos seus olhos um misto de esperança e um pedido de "não faça isso comigo", a desconfiança indo embora e se abrindo a minha frente uma chance de acertar um alvo totalmente desprotegido.
Controlei o impulso, viciado que nega outra dose, recuei, não era certo... eu queria, podia, mas, não devia.
O número de telefone dela, marcado com seu lápis de olho no meu dólar da sorte, eu guardo como uma medalha da noite em que eu recolhi os meus espinhos!
Linda é pouco, um corpo escultural, resultado de horas de academia, tinha olhos azuis e cabelos negros, entre 1,65m a 1,70m de altura, e apenas dezenove...
E eu disse "é você que eu quero", ela me disse o nome e eu pensei "talvez eu não seja páreo pra ela físicamente, mas vamos ver o que tem aí dentro, no jogo da conquista com certeza eu tenho mais chance de ganhar. Me concede essa dança?" por algumas horas, como quem joga um partida ganha eu tentei ultrapassar suas defesas, alternando frases de efeito com outras ousadas, ouvindo mais do que falando e mostrando, como quem ensina matemática, que era muito lógico o meu interesse, e tudo seria simples, porque assim é a vida e todas as coisas. Enfim, consegui.
Vi nos seus olhos um misto de esperança e um pedido de "não faça isso comigo", a desconfiança indo embora e se abrindo a minha frente uma chance de acertar um alvo totalmente desprotegido.
Controlei o impulso, viciado que nega outra dose, recuei, não era certo... eu queria, podia, mas, não devia.
O número de telefone dela, marcado com seu lápis de olho no meu dólar da sorte, eu guardo como uma medalha da noite em que eu recolhi os meus espinhos!
Parábola dos porcos espinhos. part. final
Eu tento aprender a distância certa... não vou morrer de frio, mas não quero espetar mais ninguém.
No começo vai ser difícil, todos temos que nos mover, e acidentalmente acabamos esbarrando em alguém.
Porém, dois fatores me levam a crer que vou conseguir:
1º É o que eu acredito, o que eu acho certo;
2º O meu dólar da sorte prova que eu posso ser maior que minhas vontades.
No começo vai ser difícil, todos temos que nos mover, e acidentalmente acabamos esbarrando em alguém.
Porém, dois fatores me levam a crer que vou conseguir:
1º É o que eu acredito, o que eu acho certo;
2º O meu dólar da sorte prova que eu posso ser maior que minhas vontades.
Cheio e vazio
Pior que ter o peito vazio, é ter o saco cheio.
Não é necessário encher o peito para esvaziar o saco, e nem esvaziar o saco para encher o peito.
Não é necessário encher o peito para esvaziar o saco, e nem esvaziar o saco para encher o peito.
Vazio
Penso que, a sensação de vazio pode ser a falta de algo, porém também pode ser a presença de um espaço interior ainda pouco explorado.
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