domingo, 12 de julho de 2009

Parábola dos porcos espinhos. part 2

Um dia de inverno glacial, os porcos espinhos de um rebanho apinharam-se a fim de se protegerem contra o frio pelo calor recíproco, salvando-se assim do congelamento.

Porém, dolorosamente encomodados pelos espinhos, eles não tardaram em voltar a se afastar uns dos outros.

Obrigados a reaproximarem-se por causa do frio persistente, sentiram novamente a ação desagradável dos espinhos; estas alternâncias de aproximação e afastamento duraram até que eles encontraram uma distância conveniente onde puderam melhor tolerar os males.

(Arthur Shoppenhauer)

Um comentário:

  1. Tem uma música interpretada pelo Lenine, ou pela Roberta Sá (vai da preferência!) que diz assim:

    "Eu só errei quando juntei minh'alma à sua. O Sol não pode viver perto da Lua"

    existem coisas que por mais que aparentem ser melhores juntas, se não mantiverem certa distância, ambas desaparecem ou morrem ofuscadas com o brilho uma da outra, ou espetadas com qualquer pequeno movimento de um espinho mais saliente.

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