domingo, 12 de julho de 2009

Parábola dos porcos espinhos. part 3

Aquela hora da noite eu já estava mais que bêbado e a encontrei.
Linda é pouco, um corpo escultural, resultado de horas de academia, tinha olhos azuis e cabelos negros, entre 1,65m a 1,70m de altura, e apenas dezenove...
E eu disse "é você que eu quero", ela me disse o nome e eu pensei "talvez eu não seja páreo pra ela físicamente, mas vamos ver o que tem aí dentro, no jogo da conquista com certeza eu tenho mais chance de ganhar. Me concede essa dança?" por algumas horas, como quem joga um partida ganha eu tentei ultrapassar suas defesas, alternando frases de efeito com outras ousadas, ouvindo mais do que falando e mostrando, como quem ensina matemática, que era muito lógico o meu interesse, e tudo seria simples, porque assim é a vida e todas as coisas. Enfim, consegui.
Vi nos seus olhos um misto de esperança e um pedido de "não faça isso comigo", a desconfiança indo embora e se abrindo a minha frente uma chance de acertar um alvo totalmente desprotegido.
Controlei o impulso, viciado que nega outra dose, recuei, não era certo... eu queria, podia, mas, não devia.
O número de telefone dela, marcado com seu lápis de olho no meu dólar da sorte, eu guardo como uma medalha da noite em que eu recolhi os meus espinhos!

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