Todo homem está sujeito a ser corno, nem todo tem vocação;
Todo homem pode ser a segunda opção, nem todo aceita;
Todo homem pode sentir a dor de uma paixão não correspondida, nem todo sofre...
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
Inocência
Outro dia tive que assistir aula de outro professor de artes, para realizar uma atividade do curso. Escolhi uma quinta série, e fiquei ali observando a explicação do colega, quando ele pediu um momento para buscar um material fora da sala, foi então que um aluno levantou da mesa e me perguntou:
_ Professor você acredita em milagres?
_ Milagre, como assim?
_ É professor, milagre de Deus, você acredita?
Pensei comigo, eu não acredito nem em Deus moleque, veja lá em milagre, mas, disse:
- Sim acredito porque não...
- É professor, a minha tia estava morta e ficou morta três dias e voltou a viver, e quando eu contei aqui na sala todos riram de mim.
- Mas como assim morta? Ela não estava só doente ou em coma?(eu tentando achar uma explicação normal).
- Não professor ela ficou morta por três dias e voltou a viver, eu não vi, mas meu pai viu e falou que é verdade, mas quando eu falo ninguém acredita ficam me zuando.
- Mas você viva?
- Vi.
- E ela está bem?
- Tá sim.
- E isso não é importante?
- É.
- Então não se importa com o que os outros dizem, nem sempre as pessoas vão acreditar em tudo o que você diz, mas o importante é aquilo o que você acredita.
Ele sorriu e voltou para o lugar.
Por um momento eu pensei em despejar sobre ele todo meu ceticismo, e dizer que esse negócio de milagre é uma besteira. Porém, desisti de frustrar a fé deste menino e me senti presenciando um milagre, milagre o qual a muito já não faz parte de mim, mas que nem por isso deixa de ser belo ainda que refletido.
Eu vi, ouvi e quase toquei, e por mais que ninguém acredite em mim eu sei que era... Aconteceu ali, na minha frente o milagre da inocência de uma criança.
_ Professor você acredita em milagres?
_ Milagre, como assim?
_ É professor, milagre de Deus, você acredita?
Pensei comigo, eu não acredito nem em Deus moleque, veja lá em milagre, mas, disse:
- Sim acredito porque não...
- É professor, a minha tia estava morta e ficou morta três dias e voltou a viver, e quando eu contei aqui na sala todos riram de mim.
- Mas como assim morta? Ela não estava só doente ou em coma?(eu tentando achar uma explicação normal).
- Não professor ela ficou morta por três dias e voltou a viver, eu não vi, mas meu pai viu e falou que é verdade, mas quando eu falo ninguém acredita ficam me zuando.
- Mas você viva?
- Vi.
- E ela está bem?
- Tá sim.
- E isso não é importante?
- É.
- Então não se importa com o que os outros dizem, nem sempre as pessoas vão acreditar em tudo o que você diz, mas o importante é aquilo o que você acredita.
Ele sorriu e voltou para o lugar.
Por um momento eu pensei em despejar sobre ele todo meu ceticismo, e dizer que esse negócio de milagre é uma besteira. Porém, desisti de frustrar a fé deste menino e me senti presenciando um milagre, milagre o qual a muito já não faz parte de mim, mas que nem por isso deixa de ser belo ainda que refletido.
Eu vi, ouvi e quase toquei, e por mais que ninguém acredite em mim eu sei que era... Aconteceu ali, na minha frente o milagre da inocência de uma criança.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Por enquanto
A luz do poste ignora o vidro filmado da porta e molda nossas sombras. Os lábios e a língua molhada secam no toque da pele quente. Os dedos afundam na carne e assim como os dentes que raspam e mordem deixam marcas. Caçamos um ao outro como filhotes felinos alternando as mordidas no pescoço. Pernas laçam, se apóiam, se abrem. Cabelos soltam, rédeas, puxo, domo, responde, unhas, costelas e ombros. O braço envolve a cintura, quadril é alça. Dentro, tudo até o fim, pulso, bato, forte, geme, enxarca, ajoelha, chupa, bebe, beija. Abraçamos, descansamos, saciados do desejo... Por enquanto.
Mea Culpa
Eu tenho consciência que mudo de idéia constantemente, sei também que isso as vezes pode ser complicado, principalmente para aqueles que nos cercam. Eu até pensei em me controlar, mas mudei de idéia...
Arrependimento
Não me arrependo de nada daquilo que faço, tento sempre achar o lado bom de qualquer situação, mas confesso que em alguns casos é mais difícil de encontrar rsrsrs
terça-feira, 25 de maio de 2010
Sujeito a alteração até o final do dia.
Abri o blog e vi que a minha última postagem foi à mais de um mês atrás. Decidi postar algo mesmo sem ter tido alguma idéia, que ficasse martelando na minha cabeça, sem nenhuma inspiração repentina que me inquietasse até que eu a escrevesse...
Fiquei olhando algum tempo o cursor piscando na tela branca e pensei o seguinte:
Gosto de lecionar, os alunos me divertem e me emocionam mais do que me estressam;
Gosto de tatuar me realizo como artista e agrado as pessoas;
Gosto de trabalhar e conviver com pessoas;
Gosto de pessoas;
Gosto da minha vida profissional;
Gosto de dinheiro, de gastar dinheiro, mas gosto de ser pobre;
Gosto de ler, de estudar, de ouvir, de aprender;
Gosto de estar cursando uma Pós;
Gosto de ser respeitado, admirado, e desejado por pessoas;
Gosto, e sou!
Gosto de não ter vergonha nem falsa modéstia pra falar isso;
Gosto da minha vida social, das baladas e principalmente das raves;
Gosto da brisa;
Gosto de cerveja;
Gosto da noite;
Gosto do dia;
Gosto de leite;
Gosto do Leite;
Gosto do meu irmão de volta;
Gosto da minha mãe e da nossa relação como é hoje;
Gosto da minha avó e de ter paciência para suporta-la;
Gosto demais de tudo que a Julia é e faz, cada dia novo, cada dia mais;
Gosto da minha familia;
Gosto do meu namoro;
Gosto de beijar de novo;
Gosto de abraço, carinho, conversas, companhia, risadas e sexo;
Gosto da Bianca;
Gosto de escrever o nome dela;
Gosto da minha vida hoje e de não ter me arrependido de nada até agora;
Gosto de escrever "listas", gostei de ter escrito isso;
Gosto de pensar que um dia posso ler esse texto e pensar como tudo está melhor, ou já foi bom e como estou satisfeito, ou já estive;
Por que gosto de saber que pelo prisma da minha inconstância toda a satisfação é eterna exatamente agora!
Fiquei olhando algum tempo o cursor piscando na tela branca e pensei o seguinte:
Gosto de lecionar, os alunos me divertem e me emocionam mais do que me estressam;
Gosto de tatuar me realizo como artista e agrado as pessoas;
Gosto de trabalhar e conviver com pessoas;
Gosto de pessoas;
Gosto da minha vida profissional;
Gosto de dinheiro, de gastar dinheiro, mas gosto de ser pobre;
Gosto de ler, de estudar, de ouvir, de aprender;
Gosto de estar cursando uma Pós;
Gosto de ser respeitado, admirado, e desejado por pessoas;
Gosto, e sou!
Gosto de não ter vergonha nem falsa modéstia pra falar isso;
Gosto da minha vida social, das baladas e principalmente das raves;
Gosto da brisa;
Gosto de cerveja;
Gosto da noite;
Gosto do dia;
Gosto de leite;
Gosto do Leite;
Gosto do meu irmão de volta;
Gosto da minha mãe e da nossa relação como é hoje;
Gosto da minha avó e de ter paciência para suporta-la;
Gosto demais de tudo que a Julia é e faz, cada dia novo, cada dia mais;
Gosto da minha familia;
Gosto do meu namoro;
Gosto de beijar de novo;
Gosto de abraço, carinho, conversas, companhia, risadas e sexo;
Gosto da Bianca;
Gosto de escrever o nome dela;
Gosto da minha vida hoje e de não ter me arrependido de nada até agora;
Gosto de escrever "listas", gostei de ter escrito isso;
Gosto de pensar que um dia posso ler esse texto e pensar como tudo está melhor, ou já foi bom e como estou satisfeito, ou já estive;
Por que gosto de saber que pelo prisma da minha inconstância toda a satisfação é eterna exatamente agora!
Simples Completa
Como me faz bem ela, o beijo dela, o sorriso e o corpo dela. Me faz bem o ciúme dela, me diverte o jeito com que ela se irrita quando diminuo o que ela diz sentir por mim, me faz bem ela não ter crises existenciais, me faz bem ela não ser mimada, nem demonstrar insegurança.
Me faz bem a importância dela pra mim, tentar me por no seu lugar, tentar entende-la. Me faz bem o fato dela fazer diferença, não ser "tanto faz". Me faz bem manter os pés no chão, me faz bem ter ciúmes dela, ouvi-la dizer "meu" e não "nosso", me faz bem a autonomia dela, a nossa diferença de idade, a minha cautela e paciência.
Me faz bem não projetar, não responsabiliza-la pela minha felicidade ou não.
Me faz bem sossegar não querer mais ninguém, por nela ter tudo.
Não é a beleza, apesar de abundante, o intelecto, mesmo que crescente, a juventude, ainda que revigorante ou a inocência, não menos que sedutora.
Existe algo nela que me faz tão bem, algo invisível, indescritível, apesar de inegável. É como a gravidade ou o ar... Me faz bem esse mistério.
Me fez bem, na menina mais simples encontrar a mulher mais completa.
Me faz bem a importância dela pra mim, tentar me por no seu lugar, tentar entende-la. Me faz bem o fato dela fazer diferença, não ser "tanto faz". Me faz bem manter os pés no chão, me faz bem ter ciúmes dela, ouvi-la dizer "meu" e não "nosso", me faz bem a autonomia dela, a nossa diferença de idade, a minha cautela e paciência.
Me faz bem não projetar, não responsabiliza-la pela minha felicidade ou não.
Me faz bem sossegar não querer mais ninguém, por nela ter tudo.
Não é a beleza, apesar de abundante, o intelecto, mesmo que crescente, a juventude, ainda que revigorante ou a inocência, não menos que sedutora.
Existe algo nela que me faz tão bem, algo invisível, indescritível, apesar de inegável. É como a gravidade ou o ar... Me faz bem esse mistério.
Me fez bem, na menina mais simples encontrar a mulher mais completa.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Sei
Eu sei que já disse outras vezes que seria diferente, que era especial;
Eu sei que já fui parte de um casal perfeito, e que já combinei como em conto de fada;
Eu sei que já disse e fiz coisas como alguém que gosta de verdade;
Eu sei que já chorei por não ter dado certo, só por que é triste o fim;
Eu sei que já me prendi à razão, a paixão, ao sexo pra acreditar que podia dar certo;
Eu sei que se passaram 9 anos;
Eu sei que até então eu vinha buscando;
Eu sei que não mereço;
Mas eu sei que é por você que eu perco a habilidade em me expressar, e me deparo com a dificuldade em descrever um sentimento que a tanto eu já não cria;
Eu sei também que é pra você que eu tenho vontade de dizer algo que eu jamais achei que diria de novo assim de forma tão sincera;
Sei ainda que não só quero dizer como sinto dentro do peito;
Além de tudo isso, eu não sei mais nada...
Só sei que é você.
Eu sei que já fui parte de um casal perfeito, e que já combinei como em conto de fada;
Eu sei que já disse e fiz coisas como alguém que gosta de verdade;
Eu sei que já chorei por não ter dado certo, só por que é triste o fim;
Eu sei que já me prendi à razão, a paixão, ao sexo pra acreditar que podia dar certo;
Eu sei que se passaram 9 anos;
Eu sei que até então eu vinha buscando;
Eu sei que não mereço;
Mas eu sei que é por você que eu perco a habilidade em me expressar, e me deparo com a dificuldade em descrever um sentimento que a tanto eu já não cria;
Eu sei também que é pra você que eu tenho vontade de dizer algo que eu jamais achei que diria de novo assim de forma tão sincera;
Sei ainda que não só quero dizer como sinto dentro do peito;
Além de tudo isso, eu não sei mais nada...
Só sei que é você.
Algo
É mais que os cabelos negros cacheados, os olhos puxados, a boca desenhada o sorriso perfeito;
Vai além do pescoço liso, os seios firmes e a barriga menina;
Transcende a cintura fina, o quadril largo e ao sexo como os retratados nos afrescos renascentistas;
Maior que a morenisse da pele, que a firmeza das coxas e nádegas;
Ultrapassa os dedos compridos e finos das mão trabalhadoras mais delicadas que já vi, ultrapassa o jeito de falar dançando como as negras americanas e a gargalhada musical que lava a alma;
Está a frente ainda do seu olhar de anjo, seu abraço de refugio, e dos teus beijos e unhas de vampira;
Talvez seja a presença de todas essas coisas harmoniosamente na sua essência;
Definitivamente eu não sei o que é mas tem algo em você que me faz querer estar cada vez mais perto, como a maça que ao cair do pé só destina tocar o chão.
Vai além do pescoço liso, os seios firmes e a barriga menina;
Transcende a cintura fina, o quadril largo e ao sexo como os retratados nos afrescos renascentistas;
Maior que a morenisse da pele, que a firmeza das coxas e nádegas;
Ultrapassa os dedos compridos e finos das mão trabalhadoras mais delicadas que já vi, ultrapassa o jeito de falar dançando como as negras americanas e a gargalhada musical que lava a alma;
Está a frente ainda do seu olhar de anjo, seu abraço de refugio, e dos teus beijos e unhas de vampira;
Talvez seja a presença de todas essas coisas harmoniosamente na sua essência;
Definitivamente eu não sei o que é mas tem algo em você que me faz querer estar cada vez mais perto, como a maça que ao cair do pé só destina tocar o chão.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Três astronautas irmãos de vida, em expedição a um lugar de onde não se quer voltar...
Já era dia quando pousamos, havia sol, luz.
A aurora revelava a natureza, o cheiro e o frescor do orvalho exalavam em abundância.
O riacho sussurrava poesias de elfos e o som das máquinas bradava profecias alienígenas.
Sob lonas coloridas nós, pierrôs, arlequins e colombinas, dançávamos. Dançávamos como a copa das árvores agitadas pelo vento, como a água tremulante seguindo o curso.
Em suas telas, esculturas e performances, os oráculos clamam por respeito.
Um corpo suspenso por ganchos que perfuram sua pele, flutua. Objeto que é obedece ao natural e como pendulo, balança, como animal sangra, livre.
Homo sapiens movemo-nos, nômades em busca apenas de movimento, a harmonia e a paz já estão em todos os lugares.
No seio pressionado por nossos dentes frenéticos a Terra jorra o alimento do espírito embalsamando-nos de liberdade. Emocionada a mãe chora sorrindo ao nos ver brincar sobre seu ventre de lama encharcados de suor.
Somos todos seus filhos, somos todos irmãos, todos iguais, todos vivos e naturais. Somos todos livres, naquele momento, naquele lugar, somos todos amor.
Como torrão de açúcar que dissolve na boca, a brincadeira de quintal demora, mas também acaba, e ao olharmos para o céu vemos o tempo nos chamar, ficou cinza antes de desabar, mãe que cuida chove água pra nos lavar.
Crianças assustadas pela iminência do fim pra se abrigar.
Ela tem a gravidade a seu favor chega molhando nossas faces e assim enxergamos, tudo que ficou pra trás e a vontade de voltar.
De volta a nossa nave é hora de partir.
No voou de volta via no semblante de meus irmãos a paz de quem provou, mesmo que por pouco tempo disfarçado de eterno, a plenitude.
Da viagem fica a lembrança e a inspiração para gritar silenciosamente o que encontrei lá, o sentido da vida:
O sentido da vida é viver em sintonia com a própria vida e tudo o que pode proporciona-la.
Será que vão acreditar nisso, lá nosso planeta?
A aurora revelava a natureza, o cheiro e o frescor do orvalho exalavam em abundância.
O riacho sussurrava poesias de elfos e o som das máquinas bradava profecias alienígenas.
Sob lonas coloridas nós, pierrôs, arlequins e colombinas, dançávamos. Dançávamos como a copa das árvores agitadas pelo vento, como a água tremulante seguindo o curso.
Em suas telas, esculturas e performances, os oráculos clamam por respeito.
Um corpo suspenso por ganchos que perfuram sua pele, flutua. Objeto que é obedece ao natural e como pendulo, balança, como animal sangra, livre.
Homo sapiens movemo-nos, nômades em busca apenas de movimento, a harmonia e a paz já estão em todos os lugares.
No seio pressionado por nossos dentes frenéticos a Terra jorra o alimento do espírito embalsamando-nos de liberdade. Emocionada a mãe chora sorrindo ao nos ver brincar sobre seu ventre de lama encharcados de suor.
Somos todos seus filhos, somos todos irmãos, todos iguais, todos vivos e naturais. Somos todos livres, naquele momento, naquele lugar, somos todos amor.
Como torrão de açúcar que dissolve na boca, a brincadeira de quintal demora, mas também acaba, e ao olharmos para o céu vemos o tempo nos chamar, ficou cinza antes de desabar, mãe que cuida chove água pra nos lavar.
Crianças assustadas pela iminência do fim pra se abrigar.
Ela tem a gravidade a seu favor chega molhando nossas faces e assim enxergamos, tudo que ficou pra trás e a vontade de voltar.
De volta a nossa nave é hora de partir.
No voou de volta via no semblante de meus irmãos a paz de quem provou, mesmo que por pouco tempo disfarçado de eterno, a plenitude.
Da viagem fica a lembrança e a inspiração para gritar silenciosamente o que encontrei lá, o sentido da vida:
O sentido da vida é viver em sintonia com a própria vida e tudo o que pode proporciona-la.
Será que vão acreditar nisso, lá nosso planeta?
Viagem ao mundo real
Lá tudo é mais intenso, sabor, aroma e cor;
Lá tudo é eterno, o tempo se arrasta e o relógio preguiçoso se esqueceu de trabalhar;
Lá tudo é mais leve, os ossos não cansam e a euforia busca ar pra respirar;
Lá tudo é água, dos rios e poros que não param de transpirar;
Lá tudo é infantil, tudo é feliz toda forma muda, lá somos todos desenhos de giz;
Lá tudo é de doces, balas e goma de mascar;
Lá tudo é açúcar;
Lá tudo é dançar;
Lá tudo é lá, tudo é agora somos todos aquele lugar;
Lá é de onde eu jamais queria voltar.
Lá tudo é eterno, o tempo se arrasta e o relógio preguiçoso se esqueceu de trabalhar;
Lá tudo é mais leve, os ossos não cansam e a euforia busca ar pra respirar;
Lá tudo é água, dos rios e poros que não param de transpirar;
Lá tudo é infantil, tudo é feliz toda forma muda, lá somos todos desenhos de giz;
Lá tudo é de doces, balas e goma de mascar;
Lá tudo é açúcar;
Lá tudo é dançar;
Lá tudo é lá, tudo é agora somos todos aquele lugar;
Lá é de onde eu jamais queria voltar.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Cural de milho do Vô
Ainda a pouco passou na rua um carro anunciando " Curalll, cural fresquinho, é o puro creme do milho verdeeeee!!!!".
Não pude evitar a lembrança que me veio a mente como uma brisa: Lembrei de quando era criança e ia com meu vô a feira pra comprar milho e depois fazer cural, lembrei que ele sempre me chamava pra ajudar a raspar as espigas com uma faca de serra e lembrei do monte de grãos em cima do pano de prato, cheguei a sentir o cheiro do milho...
Lembrei que eu era o responsável por bater o milho no liquidificador e depois coar todo aquele creme separando o bagaço, que ainda dava pra fazer pamonha...
Lembrei do meu vô mechendo com uma colher de pau o milho que cozinhava na panela...
Lembrei dos pratos brancos cheios de cural amarelo, e da pitada de canela em pó decorando por cima...
Lembrei do cural morno e cremoso, doce, e lembrei do gosto de canela. Senti na boca o gosto do cural do vô...
Lembrei que mais saboroso que o cural eram os momentos com o meu vô. Me veio a retina o seu sorriso, pude ouvir a sua risada...
Lembrei que um momento, é como um sabor que a gente nunca esquece...
Não pude evitar a lembrança que me veio a mente como uma brisa: Lembrei de quando era criança e ia com meu vô a feira pra comprar milho e depois fazer cural, lembrei que ele sempre me chamava pra ajudar a raspar as espigas com uma faca de serra e lembrei do monte de grãos em cima do pano de prato, cheguei a sentir o cheiro do milho...
Lembrei que eu era o responsável por bater o milho no liquidificador e depois coar todo aquele creme separando o bagaço, que ainda dava pra fazer pamonha...
Lembrei do meu vô mechendo com uma colher de pau o milho que cozinhava na panela...
Lembrei dos pratos brancos cheios de cural amarelo, e da pitada de canela em pó decorando por cima...
Lembrei do cural morno e cremoso, doce, e lembrei do gosto de canela. Senti na boca o gosto do cural do vô...
Lembrei que mais saboroso que o cural eram os momentos com o meu vô. Me veio a retina o seu sorriso, pude ouvir a sua risada...
Lembrei que um momento, é como um sabor que a gente nunca esquece...
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